Festa em casa, elefantinho rosa e dourado e 1 ano da Aimée

festa rosa e dourado

Dia 23 de abril Aimée fez um ano e nós comemoramos com uma festa em casa, só para a família e algumas crianças mais próximas.

pink and gold party

Eu adoro fazer festinha, reunir pessoas íntimas, pensar um tema, decorar, fazer trabalhos manuais, montar mesa. Não passo aniversário em branco nunca e sempre dou um jeito de tornar o evento uma forma de por as minhas mãos para trabalhar criando coisas! Hahaha

festa elefantinho rosa e dourado

Fazer uma festa de elefantinho não foi uma escolha aleatória, elefantinho foi simplesmente o “tema” do primeiro ano de vida da Aimée. A gente percebeu que ela tinha um monte de coisas do bichinho e isso virou tão a cara dela que todo mundo queria dar elefantinhos de presente para Aimée.

Gosto da ideia de um tema que bem pessoal, torna tudo mais significativo. De fato, tem sido uma tendências nas festas infantis escolher temas que não sejam os tradicionais, como os de personagens, mas sim buscar inspiração em algo mais pessoal do aniversariante e criar todos os elementos da festa em cima disso. Eu já vi, por exemplo, festas cujo tema eram os próprios brinquedos da criança e ficou bem legal.

Tudo bem, elefantinho não é um tema “inventado”, porque o bicho tá na moda, sobretudo nos chás de bebê. Inclusive, vi demais nos últimos tempos um elefante mais moderninho, numa combinação de tons pastel com cinza e chevron.

Mas nós não fizemos esse tema porque estava na moda e também não queríamos nada muito batido. Então, não que eu tivesse qualquer resistência à isso, decidi fazer eu mesma algumas coisas e dar um ar mas personalizado para a festinha.

Decoração da festa – DIY

festa elefantinho - diy

Aqui vai uma dica para quem quer criar uma decoração personalizada e não sabe por onde começar: tenha uma ilustração como ponto de partida, assim fica bem mais fácil fazer “personalizados” para sua festa em casa. Com essa ilustração de elefantinho, eu precisei acrescentar apenas o nome e a idade da aniversariante – usando o aplicativo Canva –  e com ela fiz os convites e três decorações de mesa.

Imprimi em papel fotográfico a imagem para o porta retrato e em papel adesivo várias mini ilustrações para os convites e as caixas de pirulito.

O convite eu fiz no papel colorplus rosa, arredondando as bordas com uma cantoneira e acrescentando o rendado da ponta com um furador de papel de borda contínua, para dar um charmezinho. Em seguida, recortei as mini ilustrações e colei com uma fita dupla face no convite, sem retirá-lo, portanto, do papel adesivo. Desse modo, o convite já era uma lembrancinha. Quem não gosta de adesivo, não é?

Já para as caixinhas de pirulito, recortei alguns adesivos que sobraram das minhas cartelas e colei com fita banana no papel colorplus rosa, o que deu um efeito de alto relevo e sombreado bem legal.

tubete de elefantinho - diyPara os tubetes de elefantinho, copiei um molde da internet, risquei com um lápis no colorplus e recortei com a tesoura. Eu usei uma tesoura de precisão própria para scrapbook, ela deixa o acabamento bem mais perfeitinho do que uma tesoura escolar, ainda mais quando se trata de um papel de gramatura alta. À propósito, a tesoura é a Infinite, da Toke e Crie.

Depois fiz coroas e flores com papel colorplus dourado e rosa, usando furadores próprios nesses formatos, e finalizei com meia-pérola autoadesiva que comprei na Le Biscuit por um preço bem razoável. Depois enchi os tubetes com confete e achei que deu um colorido lindo para essa mesa toda rosa e dourada. As crianças adoraram – teve até menino voando para pegar mais de um. Achei fofo. 😀

festa elefantinho

De resto, usei balões, rosetas e um varal de feliz aniversário como “painel” na parede branca, tudo comprado pronto. Ainda queria ter feito um varal com elefantes em tamanho maior e em um modelo diferente dos que usei nos tubetes, mas achei que já tinha muita coisa e eu tinha quase nada de tempo para fazer.

Coloquei papel de seda nas caixinhas de doces, porque acho que dá um acabamento mais bonito na mesa e usei uma toalha descartável – que eu não descartei, porque ela é feita de um material plástico bom e vai me servir ainda. Uma coisa legal é que suportes de bolo e de marshmallow eram de acrílico transparente e não “pesaram” na ornamentação da mesa pequena.

Fizemos uma festinha bem simples e caseira, mas eu adorei o resultado de tudo. Acho que a combinação de rosa com dourado é muito bonita, iluminada, festiva. Procurar ficar dentro da paleta de cores também ajuda a criar um visual coerente. Além disso, não usei tudo no mesmo tom de rosa e acho que isso contribuiu para um resultado que não é monótono.  Já as paredes brancas de casa me ajudaram a não ter trabalho com painel. 😀

festa em casafesta em casa

Por inúmeras razões, nós decidimos fazer uma festa pequena em casa, ao invés de algo maior no salão de festas. Uma delas é que Aimée dorme cedo e poderia ficar estressada com um ambiente muito tumultuado, num evento mais longo.

Por isso, muita gente acha bobagem fazer festa para bebês, porque não é incomum que eles se estressem e, de qualquer forma, eles não vão lembrar de nada no futuro. Só que comemoração não é só de quem faz aniversário, é de quem vive junto e quando se trata do primeiro ano de vida do nosso bebê, que é tão intenso e que passa tão rápido, a gente tem a sensação de que merece comemorar, por tudo o que a gente viveu. Afinal, aniversário de um ano não é nada mais do que a celebração de uma vida ainda tão novinha nesse mundo e de um ano inteirinho do nosso amor.

Sentimentos incapacitantes e 10 conselhos para quem não consegue concluir projetos

concluir projetos

Eu sei como ninguém o quanto pode ser difícil concluir projetos.

Lidei e ainda lido com a insegurança e o perfeccionismo que me tornam uma pessoa com tendência à ansiedade. É um efeito bola de neve: a ansiedade me conduz à autossabotagem, a autossabotagem me torna uma procrastinadora, sempre temerosa de não conseguir fazer as coisas direito, a procrastinação me impede de fazer tudo o que eu preciso fazer e não dar conta de tudo me faz sentir uma impostora, aquela pessoa que até parece valer alguma coisa, mas que uma hora todo mundo vai descobrir que era uma farsa.

Crenças e atitudes nada agradáveis, não é mesmo? E que vão corroendo por dentro. Até que chega uma hora em que ou a gente se coloca no papel da pessoa incapaz, o que não é nada promissor, ou muda o comportamento e aprende a lidar com a sensação paralisante que impede a gente de fazer o que a gente quer fazer.

É possível.

Lembro de ouvir uma colega de graduação dizer que a monografia era um trabalho como outro qualquer. Então, quando chegou o momento, ela foi lá e c’est fini.  Já eu esperei muito por esse momento e reuni todos os meus esforços para fazer minha pesquisa. Foi um longo processo envolvendo crises, ansiedades, novas crises, novas ansiedades, num ciclo que não parecia ter fim.

Sei que entre a minha colega e eu existia um sentimento muito diferente em relação à monografia. Eu queria não só fazer algo bem escrito e correto, mas também honesto, relevante, original e me realizar fazendo minha pesquisa. Afinal, eu realmente acreditava naquilo.

Apesar de dedicada, minha colega não tinha pretensão alguma de fazer algo que fugisse de um trabalho comum, um trabalho que fosse além de seguir alguns passos conforme a orientação. Por outro lado, ela tinha foco, objetividade, segurança e desprendimento (da necessidade de fazer algo relevante) e como eu passei a admirar isso!

Hoje reconheço que a minha experiência foi problemática não só porque eu pretendia fazer uma pesquisa honesta. Na verdade, eu também tinha medo de fazer algo errado, incoerente, insuficiente, portanto, tinha medo de falhar. E isso foi crucial para o tamanho do meu sofrimento em fazer esse trabalho.

Outro dia, dando uma geral no email, encontrei um rascunho que era um desabafo sobre como eu demorava para fazer as coisas, sobre minha incapacidade em terminar aquilo que eu começava, etc, etc. Foi então que eu me dei conta de como tinha mudado, principalmente porque eu já não escrevo lamúrias assim.

Resolvi responder ao meu “eu antigo” e a resposta são os 10 conselhos a seguir:

1) Aprenda a ter constância

É fato que dá trabalho manter os próprios projetos de pé, mas ou a gente se dedica com constância ao que faz ou não consegue levar isso adiante. Você precisa levar a sério o seu trabalho e se esforçar para manter um ritmo. Importante: aprendi que constância tem muito a ver com o quanto a gente confia e se sente à vontade com o que está fazendo. Insegurança e perfeccionismo empacam a gente.

2) Lembre-se de que feito é melhor que perfeito

Os perfeccionistas são as pessoas que mais tem dificuldade em dar cabo das coisas. Quanto mais crítica você for, mais seu próprio trabalho vai parecer insuficiente. Mesmo que você acredite que não talento, saiba que talento também se constrói. É com a prática que a gente vai melhorando e, se você não se permite dar alguns passos porque acha que ainda não está bem, como é que vai conseguir fazer melhor algum dia?

3) Aprenda a ter assertividade

Cora Coralina disse que descobriu no caminho incerto da vida que o importante mesmo é decidir. A certa altura, percebi que muitos dos meus projetos não andavam porque eu ficava me perguntando se estava indo pelo caminho certo. Às vezes, é preciso meter uma ideia na cabeça sem muito espaço para dúvidas. Não se trata de ser inflexível ou acrítica, porque isso é muito ruim, mas de ter assertividade.

4) Tenha mais autoconfiança

Vou parecer minha mãe dizendo isso, mas ela está certa mesmo, então lá vai: você tem que se colocar lá em cima! Pode ser que você não saiba muito bem o que está fazendo, mas tem que confiar que está tentando fazer o melhor que pode. Respeite sua trajetória, suas intenções, seu esforço, até mesmo suas falhas. É comum a gente reclamar da falta de respeito e confiança dos outros em nós mesmas e no nosso trabalho, sem perceber que a gente também não confiança nem tem lá muito respeito por quem a gente é e pelo que a gente faz.

5) Dê espaço para o feedback, mas tenha critério

 Ouvir o que os outros têm a dizer sobre o nosso trabalho é essencial. Mas a linha entre ouvir um conselho que vai te ajudar a melhorar e se deixar levar pelo que é importante para os outros, e não para você, é muito tênue. Autocrítica, reflexão e um pouco autoconfiança ajudam a ir decidindo o que realmente você quer fazer. Lembre-se: você só vai fazer bem o realmente importa para você.

6) Não queira ter controle de absolutamente tudo

 O maior medo da pessoa insegura/ansiosa é não ter controle de tudo que envolve seu projeto. Acontece que não dá para prever como as coisas acontecerão o tempo todo. Às vezes, a ideia inicial não é a melhor. Às vezes, a gente deixa de acreditar naquela coisa. Às vezes aquilo em que a gente acredita não é a melhor escolha. Além disso, shit happens, como diria Jessica JonesNão tem problema. Quando algo foge ao nosso controle, a gente precisa de resignação e coragem, para seguir em frente e recomeçar.

5) Aproveite melhor o seu tempo

É engraçado. Se eu soubesse como era a vida com filhos, eu teria aproveitado melhor meu tempo, porque agora sei o quanto o tempo é um privilégio. Antes eu não dava conta de assistir uma vídeo aula, de cinco minutos que fosse, se dali a dez eu tivesse que sair de casa. Eu sei que isso tem a ver com ansiedade, mas agora eu procuro aproveitar cada mísero minuto para fazer algo útil. Por exemplo: é melhor escrever um rascunho de texto às pressas quando eu tenho uma ideia boa na cabeça, do que ter que começar do zero quando eu tiver um tempo maior disponível, porém sem ter nada em mente.

 8) Não espere pelo momento ideal

 Essa é uma das coisas mais difíceis para mim. Não é incomum eu achar que não estou pronta para algo ou que meu trabalho ainda não está bom. Não vou publicar isso, porque ainda não está pronto. Não vou entrar naquele projeto, porque ainda não estou pronta. O momento ideal é aquele em que a gente faz as coisas. A melhor oportunidade é a que a gente tem.  Também não existe maturidade ideal para saber que caminho tomar, maturidade é outra coisa. É preciso fazer escolhas, tomar decisões, ter constância, coragem e seguir pelo incerto para ver no que vai dar. Parece um clichê motivacional, mas eu tenho que admitir que é verdade.

9) Leve em conta que a vida tem altos e baixos

 Apesar da constância ser algo necessário para levar a cabo um projeto, a gente tem que ter em mente que, de fato, nada é muito linear e constante. É normal chegar um momento em que a gente não se sente totalmente dentro do que está fazendo, porque a vida tem facetas demais para que alguém consiga viver em função de uma só coisa. Não existe ser totalmente feliz em nada; tudo, absolutamente tudo e, especialmente, aquilo que a gente realmente ama fazer, vai dar trabalho, vão ter dias de desânimo, de descrença em si mesma, no trabalho que se faz.  Não se cobre tanto, não tenha tanta pressa. Respeitar os próprios limites e a energia de cada fase é fundamental.
10) Esqueça a noção de sucesso convencional
Nossa sociedade inventou uma ideia de sucesso e agora parece que a gente tem que fazer um monte de coisas para ser feliz. Mas, às vezes, felicidade dentro da gente tem a ver com poder ter uma tarde em paz, ouvindo o silêncio. Eu me sinto feliz assim desde criança e nos últimos tempos me dei conta de que isso é um conceito de felicidade para mim – e eu não estou dizendo isso para ser poética, é totalmente real. Quando eu não tenho tardes de paz suficientes, eu me sinto muito estressada e a vida parece me sugar. Eu preciso constantemente de pausa, silêncio, reclusão e ócio. Ócio reflexivo e ócio “nadativo” (de não pensar em nada, hahaha). Se para fazer um monte de trabalho massa e ter sucesso em algo, eu tenha que perder todas as minhas tardes de paz, eu não vou ter minha felicidadezinha. E aí não tem sentido fazer mais nada.